PCDF faz megaoperação contra quadrilha do golpe do falso advogado




A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19/3), uma grande operação contra quadrilhas especializadas no chamado “golpe do falso advogado”, fraude que se espalhou pelo país e vinha lesando vítimas com o uso indevido de informações reais de processos judiciais.

A ofensiva foi comandada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, e cumpriu mandados na capital paulista e em Praia Grande.

Segundo a investigação, o grupo agia a partir de uma lógica simples, mas altamente sofisticada: primeiro, conseguia acesso ilegal a credenciais de advogados; depois, usava essas informações para entrar em processos judiciais eletrônicos e levantar dados detalhados das ações e das partes envolvidas.

Com esse material em mãos, os criminosos se passavam por advogados ou integrantes de escritórios e passavam a cobrar supostas taxas e impostos para “liberar” valores ou concluir etapas do processo.

Como o contato era feito com informações verdadeiras sobre o caso judicial, muitas vítimas acreditavam estar falando com seus representantes legais e acabavam transferindo quantias altas. Foi justamente esse grau de organização que levou a polícia a tratar o caso como uma estrutura criminosa nacional, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada em vários estados.

Como o contato era feito com informações verdadeiras sobre o caso judicial, muitas vítimas acreditavam estar falando com seus representantes legais e acabavam transferindo quantias altas.

Foi justamente esse grau de organização que levou a polícia a tratar o caso como uma estrutura criminosa nacional, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada em vários estados.

As investigações apontam que o grupo atuava em pelo menos 11 unidades da federação: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Para cortar o fluxo financeiro da quadrilha, a Justiça também autorizou bloqueio de valores e sequestro de bens ligados aos investigados, inclusive imóveis.

Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. Até a última atualização da operação, 14 pessoas já haviam sido presas e 24 mandados de busca tinham sido cumpridos.

A ação mobilizou 70 policiais civis do DF, incluindo equipes do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado e da Divisão de Operações Especiais, deslocados para São Paulo para executar as ordens judiciais. 

Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 26 anos de prisão. Na avaliação da PCDF, esta já é a maior operação do país voltada especificamente ao “golpe do falso advogado”, um tipo de crime que cresceu com a digitalização dos processos e a exposição de dados em ambientes virtuais


Comentários

Total de visualizações de página

Postagens mais visitadas deste blog

Funcionário do ICMBio e comparsa são presos transportando droga em carro no DF

Motociclista para em cima de teto de carro após colisão na L4 Sul, no DF

Motociclista de 20 anos morre após colisão contra ônibus na BR-040

Seguir