PCDF investiga fraude em contrato público e cumpre mandados no DF e em Goiás
Uma operação policial realizada nesta quinta-feira (11) cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no Distrito Federal e em Goiás. A ação faz parte da Operação Núcleo Paralelo, que investiga suspeitas de irregularidades em um contrato público firmado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Goiânia.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), com apoio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).
No total, a Justiça autorizou o cumprimento de 13 mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária e 11 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Valparaíso de Goiás e Brasília. No Distrito Federal, foram cumpridos seis mandados de busca e dois de prisão.
As investigações apontam a atuação de um grupo formado por servidores públicos e pessoas ligadas à iniciativa privada. Segundo a apuração, o grupo teria criado um “núcleo paralelo” para acelerar e direcionar processos de contratação pública, desrespeitando os procedimentos legais.
O contrato investigado foi firmado em 2024 e previa a compra de 2.500 latas de tinta inseticida para uso em prédios públicos, com valor total de cerca de R$ 4,4 milhões. Auditorias e diligências policiais indicaram possíveis irregularidades na contratação, na execução do serviço e na fiscalização do contrato, além de divergências no fornecimento do material.
De acordo com a investigação, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 2 milhões.
Também foram autorizadas pela Justiça quebras de sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de valores até o limite do prejuízo apontado.
As investigações continuam para identificar responsabilidades e possíveis outros envolvidos no esquema
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