PCDF cumpre mandados no Ceará contra grupo investigado por estelionato virtual em vários estados


A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), deflagrou uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE) contra suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em estelionato eletrônico.

As investigações apontam que os envolvidos anunciavam motocicletas inexistentes em plataformas de compra e venda na internet. Após despertar o interesse das vítimas, as negociações eram transferidas para aplicativos de mensagens, onde os suspeitos solicitavam pagamentos antecipados, alegando custos com frete, transporte ou outras despesas relacionadas à suposta entrega dos veículos.

O caso começou a ser investigado após uma vítima registrar ocorrência no Distrito Federal. Ela relatou ter encontrado um anúncio de motocicleta em uma plataforma digital e, durante a negociação, foi convencida a realizar transferências via PIX para custear o transporte do veículo. Após o pagamento, constatou que havia sido vítima de golpe.

Com o avanço das diligências, policiais da 8ª DP reuniram elementos que indicam uma atuação estruturada da organização criminosa. Entre os indícios identificados estão a criação de endereços eletrônicos com aparência de contas institucionais de empresas transportadoras, utilizados para dar credibilidade ao esquema, além do uso de contas bancárias destinadas ao recebimento dos valores transferidos pelas vítimas.

As apurações também revelaram registros de ocorrências com o mesmo modus operandi no Distrito Federal e em outros estados. Há indícios de ligação com casos investigados na Bahia, Minas Gerais, Piauí e Maranhão. Em uma das ocorrências registradas em Minas Gerais, o prejuízo da vítima chegou próximo de R$ 50 mil.

Com base nas provas reunidas, o Poder Judiciário autorizou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nos bairros Vila Monte Castelo e Carlito Pamplona, em Fortaleza. As ações permitiram identificar os beneficiários das contas utilizadas para o recebimento dos valores e apontar os supostos responsáveis pela fraude.

Segundo a investigação, o grupo seria formado por um núcleo familiar composto por um casal e a mãe de um dos investigados. Apenas uma das suspeitas possui antecedente criminal relacionado ao tráfico de drogas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas previstas para os delitos podem chegar a 23 anos de reclusão.

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