PCDF desarticula organização que fabricava e distribuía anabolizantes clandestinos
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), deflagrou a Operação Narciso, que desmantelou uma organização criminosa suspeita de fabricar, distribuir e comercializar anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados em diferentes estados do país.
Segundo as investigações, o grupo produzia as substâncias de maneira clandestina, em residências e depósitos improvisados, sem controle adequado de qualidade, esterilidade ou segurança sanitária. Para dar aparência de legalidade aos produtos, os criminosos utilizavam embalagens e rótulos com nomes estrangeiros e bandeiras de outros países, simulando produtos importados ou reproduzindo marcas conhecidas.
A investigação também identificou a participação de profissionais de diferentes áreas, que teriam contribuído para a divulgação, comercialização e obtenção de medicamentos controlados. A organização contava ainda com uma gráfica responsável pela produção de rótulos e embalagens.
Mais de R$ 32 milhões bloqueados
De acordo com a PCDF, o grupo utilizava diferentes estratégias para ocultar e movimentar os valores obtidos com a atividade criminosa, incluindo contas de terceiros, empresas e plataformas de apostas e jogos.
As ações policiais ocorreram no Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Paraná, Acre e Minas Gerais, revelando uma estrutura com atuação interestadual.
No DF, foram identificadas bases utilizadas para fabricação e armazenamento dos produtos, além de academias relacionadas à divulgação e uma gráfica ligada à produção das embalagens.
Na Paraíba, os investigadores localizaram um laboratório clandestino em João Pessoa. Já no Paraná, em Foz do Iguaçu, estaria localizada uma das principais fornecedoras das substâncias.
Ao todo, foram expedidos 45 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas.
A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 32 milhões, além do sequestro de 11 veículos de luxo e outras medidas patrimoniais.
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