PCDF deflagra operação de combate a fraudes digitais e deepfake
O grupo criminoso criava vídeos fraudulentos manipulando a imagem e voz do apresentador Marcos Mion para promover falsas promoções de uma rede de restaurantes. As vítimas eram direcionadas a sites falsos onde realizavam pagamentos por supostos vouchers de desconto que nunca eram entregues. A investigação revelou uma sofisticada estrutura criminosa que utilizava empresa de tecnologia como fachada para as atividades ilícitas.
O grupo empregava técnicas avançadas de marketing digital e engenharia social para aumentar o alcance das fraudes, incluindo anúncios patrocinados em redes sociais e sistemas automatizados para processamento dos pagamentos fraudulentos.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 4 mandados de busca e apreensão.
Durante o cumprimento dos mandados, foram detectadas fraudes em andamento, o que resultou na prisão em flagrante de três investigados. Foram apreendidos dois veículos importados, além de documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais relacionados aos crimes.
A ação contou com o apoio técnico do Instituto de Criminalística da PCDF, que realizou análises especializadas para identificação e coleta de evidências digitais.
As investigações apontam que dezenas de vítimas foram lesadas no Distrito Federal, com prejuízos ainda em apuração. Um dos autores confessou a pratica dos crimes.
Os investigados responderão pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, podendo chegar à pena máxima de 21 anos de reclusão.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas do esquema criminoso.
A incorporação da DRCC ao Decor é considerada um movimento estratégico pela gestão da Polícia Civil para fortalecer o combate ao crime organizado, na medida em que otimiza recursos e aprimora a resposta da instituição aos crimes praticados por organizações criminosas, que cada vez mais vêm utilizando o cyberespaço para praticar delitos como o tráfico de drogas e armas, corrupção e estelionatos virtuais, bem como meio para a prática da lavagem de dinheiro e consequentemente o financiamento de suas atividades ilícitas.
A integração entre policiais da DRCC e das unidades do Decor, especializadas no combate ao crime organizado, aos crimes contra a administração pública e ordem tributária e à lavagem de dinheiro, permite uma maior sinergia na atuação destas unidades possibilitando o intercâmbio de informações e técnicas investigativas que culminará numa abordagem mais eficiente e coordenada na desarticulação de quadrilhas que operam no mundo digital, e ao mesmo tempo garante que a PCDF acompanhe a evolução de novas modalidade de crimes.
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