PCDF integra operação contra grupo que manipulava sistemas oficiais com credenciais de servidores públicos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), participou nesta quinta-feira (27) de nova etapa de operação conjunta com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Civil de Goiás (PCGO) para desarticular grupo criminoso responsável pelo uso indevido de credenciais de servidores públicos com o objetivo de manipular informações em sistemas oficiais. 

As investigações tiveram início em julho de 2025, quando a DRCC identificou a inserção de documentos falsos em sistema de órgão governamental mediante utilização indevida de credenciais de servidores do Governo do Distrito Federal.

 O principal articulador do esquema, à época menor de idade, foi identificado, tendo sido representada medida judicial junto à Vara da Infância do DF, que acabou indeferida. Mesmo após a identificação inicial, o grupo continuou a atuar, passando a utilizar credenciais de servidores dos estados de Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina. Em janeiro de 2026, foi constatada tentativa de alteração no Banco Nacional de Mandados de Prisão, com a finalidade de beneficiar pessoas com ordens judiciais em aberto. 

As modificações não foram efetivadas graças à atuação integrada das Polícias Civis envolvidas e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No dia 5 de fevereiro de 2026, foi deflagrada operação conjunta com a participação das forças policiais e colaboração dos Tribunais de Justiça de Goiás e Minas Gerais. Segundo apurações, houve inclusive tentativa de lançamento forjado de mandado de prisão em desfavor do ministro Alexandre de Moraes e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

As investigações também apontaram que integrantes do grupo passaram a direcionar ações contra autoridades responsáveis pela condução do procedimento investigativo em Minas Gerais. 

Foram identificadas tentativas de acesso indevido às credenciais institucionais de magistrado responsável pelo controle judicial do caso, além de bloqueios de valores realizados em sistema contra contas vinculadas ao juiz e ao delegado responsável pela investigação naquele estado. 

As condutas teriam sido viabilizadas a partir do uso criminoso das credenciais funcionais de uma servidora pública do Estado de Sergipe. Diante da gravidade dos fatos, foi deflagrada nova fase da operação.

 Nesta sexta-feira (27), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça de Minas Gerais. Uma mulher, de 45 anos, foi presa no Distrito Federal, e um homem, de 19 anos, em Caldas Novas (GO).

 Um adolescente de 15 anos também foi apreendido e ficará internado. Durante as diligências, foram apreendidos telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à análise técnica especializada para aprofundamento das investigações e identificação de possíveis outros envolvidos. As apurações confirmaram que houve acesso indevido às credenciais de servidores públicos, e não invasão direta aos sistemas, o que permitiu consultas irregulares, tentativas de manipulação de mandados de prisão e outras medidas de constrangimento institucional.

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