PCDF prende adestrador que mantinha cães confinados em caixas sem água e alimento



 A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra os Animais — DRCA, prendeu em flagrante, no fim da tarde dessa terça-feira (27), a partir de denúncia anônima, um homem, suposto adestrador, acusado de maus-tratos a cães. 

De acordo com a equipe, a partir de uma simples verificação de rotina, constatou-se um cenário grave de sofrimento animal em uma residência de Samambaia, onde foram localizados cães confinados em caixas de transporte, algumas empilhadas, sem acesso a água ou alimento, em ambiente com forte odor e manchas de urina, situação que motivou a intervenção imediata para cessar os maus-tratos e preservar provas. 

A DRCA foi acionada pela equipe da 26ª DP a partir de indícios concretos de condições incompatíveis com o bem-estar animal, como confinamento restritivo contínuo, ausência de higiene, privação de água e alimentação, além de impedimento de movimentação mínima dos cães no endereço investigado. Também foi encontrado um cão idoso em condição corporal debilitada, bastante magro, com sinais indicadores de negligência, o que reforçou a gravidade da ocorrência. “Os animais eram mantidos em caixas plásticas de transporte, posicionadas lado a lado e sobrepostas, sem qualquer condição adequada de permanência”, destaca o delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva. 

O responsável pela atividade foi e autuado por seis crimes de maus-tratos a animais, em concurso material, considerando a individualização da conduta em relação a cada animal. Durante a abordagem, o conduzido alegou que a prática faria parte de um método de adestramento. 

A DRCA/PCDF ressalta que adestramento não pode ser confundido com sofrimento. Qualquer prática que submeta o animal à dor, privação, medo intenso, restrição incompatível com suas necessidades básicas ou condição degradante configura crime. “Treinar um cão, não autoriza retirar dele água, alimento, mobilidade e condições mínimas de higiene. 

O caso segue sob apuração da especializada, com instauração de inquérito policial para consolidação da prova técnica, oitivas e demais diligências”, finaliza o chefe da DRCA. A PCDF destaca que o confinamento prolongado, associado à privação de água, alimentação, higiene e mobilidade, é suficiente para caracterizar sofrimento animal, podendo causar desidratação, dor, lesões, infecções e alterações comportamentais

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