PCDF desarticula organização criminosa que aplicava golpe de falsa promessa de financiamento

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 15ª DP, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 27, a Operação Falso Finan, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de aplicar dezenas de golpes utilizando uma empresa de financiamento localizada em Ceilândia Norte.

A operação visava o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão no estabelecimento comercial. Cinco alvos foram capturados, enquanto uma das investigadas não foi localizada e é considerada foragida da Justiça. Durante a ação, um dos investigados foi preso no momento em que tentava fugir de sua casa carregando uma mala de roupas com aproximadamente R$ 80 mil, em espécie, e uma arma de fogo produto furto. 

O golpe era elaborado com falsas promessas de financiamento. Conforme apurado, a organização criminosa anunciava veículos com valores atrativos — bem abaixo da tabela FIPE — em plataformas de venda online e mídias sociais. O objetivo era atrair vítimas de outros estados e induzi-las ao erro. 

A dinâmica incluía: 1. 2. Anúncios e contato online com falsos vendedores; Negociação simulada, com vídeos e documentos para passar credibilidade; 3. 4. Solicitação de sinal antecipado, no valor de 5 mil; Desvio de discurso após o pagamento, alegando que o valor era apenas para uma “consultoria financeira”; 5. Não entrega do carro e devoluções parciais ou inexistentes. 

As vítimas eram pessoas comuns, em sua maioria de classe média e baixa, residentes em outros Estados como Goiás, São Paulo, Bahia e Piauí, visando-se assim pulverizar as ocorrências policiais e dificultar qualquer investigação. Durante a busca na loja, a PCDF apreendeu o VW/GOLF utilizado reiteradamente nos golpes. Esse mesmo carro foi vendido fraudulentamente ao menos seis vezes para vítimas diferentes. Também foram apreendidos notebooks, computadores, celulares e documentos, os quais serão periciados. A operação prossegue com a análise das novas provas obtidas. 

A investigação revelou uma organização com divisão clara de tarefas, utilizando a empresa como fachada para os crimes. As provas angariadas ajudaram a comprovar o funcionamento do esquema, inclusive com orientações dos investigados para outros funcionários da empresa para continuarem vendendo veículos já negociados a outras pessoas. 

O nome da operação — Falso Finan — faz alusão à principal mentira utilizada no golpe: a de que o valor pago pelas vítimas se referia à entrada de um veículo que seria financiado, quando na verdade o financiamento jamais iria ocorrer. Os investigados irão responder por: • Organização Criminosa, cuja pena é de 3 a 8 anos de reclusão, além de multa; • Estelionato por cada uma das vítimas identificadas, com pena de 1 a 5 anos de reclusão, aumentada de um terço por se tratar de crime cometido por meio eletrônico

 A somatória das penas pode ultrapassar décadas de prisão, a depender do número de vítimas confirmadas. A Polícia Civil solicita que outras pessoas que tenham negociado com a empresa e não receberam os veículos, ou que tenham informações relevantes sobre o caso, entrem em contato pelo Disque-Denúncia 197 ou compareçam pessoalmente à 15ª DP, em Ceilândia

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